O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) repudia veementemente a injúria racial sofrida por um agente de polícia da Polícia Civil do DF (PCDF) lotado na 4ª DP na quinta-feira passada, 11, em uma agência bancária do Guará I.

O policial civil, que é negro, dirigiu-se até o banco com a esposa para fazer um depósito. Ao passar pela porta giratória, ele foi barrado enquanto a mulher conseguiu entrar livremente.

Mesmo identificando-se como policial civil, o homem foi informado por uma vigilante da agência que o banco só permitiria o acesso dele após a liberação da central, localizada em São Paulo.

O agente de polícia esperou por quase meia hora. Durante o período, ele foi tratado com desdém e indiferença pelos gerentes da agência bancária, que fizeram pouco caso com a situação dele enquanto atendiam a outros clientes.

As intervenções da esposa dele foram insuficientes. Só quando um policial de pele branca chegou ao banco o seu acesso foi liberado – ainda que a suposta autorização da central paulista não tenha chegado.

No entanto, o policial civil, diante de toda a humilhação à qual foi submetido, decidiu que não mais entraria na agência e registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

A diretoria do Sinpol-DF recebeu com perplexidade o relato desse fato, principalmente porque mesmo tendo se identificado como um policial civil, o servidor público teve o seu acesso negado e nenhum funcionário se dispôs a contornar a situação, absolutamente vexatória para um agente público – o que corrobora com suspeita de injúria racial apontada.

O sindicato está confiante de que o crime será apurado com rigor e torce para que os responsáveis sejam punidos, pois não é aceitável, em pleno ano de 2021, que situações lamentáveis como essa continuem a acontecer.

O caso vem sendo acompanhado pela Decrin.