Júri popular iniciou nesta quinta-feira (2). Segundo denúncia, sargento da reserva Juenil Queiroz atraiu vítimas até casa onde morava, por desconfiar de traição, e atirou.

O militar da reserva da Aeronáutica Juenil Bonfim de Queiroz vai a júri popular, nesta quinta-feira (2), pelo assassinato da esposa Francisca Naíde de Oliveira Queiroz, de 57 anos, e de um ex-vizinho do casal: Francisco de Assis Pereira da Silva, de 41 anos, no Distrito Federal.

O julgamento começou às 11h30, no Tribunal do Júri de Brasília, e não há um prazo para a conclusão. A audiência acontece dois anos e cinco meses após o crime, ocorrido em junho de 2019 (relembre abaixo).

Juenil está preso preventivamente e responde por dois homicídios qualificados por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. O assassinato da esposa também é agravado por feminicídio.

O crime ocorreu em 12 de junho de 2019, Dia dos Namorados, no prédio onde o militar morava com a esposa, no Cruzeiro. Segundo as investigações, o acusado acreditava que a mulher e o ex-vizinho tinham uma relação extraconjugal, mas Francisco era casado com outro homem.

A esposa do militar da reserva foi atingida por pelo menos quatro disparos e, segundo a polícia, morreu na hora. Francisco de Assis Pereira da Silva foi atingido com um tiro na cabeça. Ele chegou a ser levado para o Hospital de Base, mas não resistiu.

Relembre o caso

No dia 12 de junho de 2019, ao chegarem no prédio em que moravam, Juenil Queiroz e Francisca Naíde encontraram o ex-vizinho de quem o militar tinha ciúmes. Francisco estava com o companheiro, Marcelo Brito.

Os dois tinham ido visitar amigas que moravam no mesmo prédio onde residiram por dois anos. Lá, o sargento da reserva da Aeronáutica chamou Francisco para conversar no apartamento onde morava com a mulher e a discussão teve início