O sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Ronie Peter Fernandes da Silva, preso nesta terça-feira (16) suspeito de chefiar esquema de agiotagem, não é o único membro da família envolvido em crimes. João Victor Fernandes da Silva Mendes, filho de Ronie Peter, foi preso no dia 4 deste mês acusado de compartilhar material pornográfico infantil.

João Victor Mendes foi preso junto com outros cinco jovens acusados do mesmo crime. Eles têm entre 19 e 22 anos de idade. Pelo menos um deles repassou 28 fotos e vídeos de cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes, segundo a PCDF. Outros dois já haviam sido alvo de investigação em setembro deste ano, após compartilharem um vídeo íntimo que um amigo deles gravou com a ex-namorada sem o consentimento dela.

A Polícia Civil (PCDF) chegou até a gangue de João Victor porque o bando também fazia rachas nas vias do DF. Esta prática foi descoberta em maio, após um deles estar dirigindo um carro de luxo e invadir uma serralheria na Rua 10 de Vicente Pires, em maio deste ano. O motorista é Rafael de Oliveira Rocha, de 21 anos. Ele fugiu da cena do crime com a ajuda dos pais para não ser flagrado por embriaguez ao volante. Depois do acidente, agentes da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos envolvidos e encontraram foram encontrados fotos e vídeos relacionados à pornografia infantil.

Agiotagem

Ronie Peter Fernandes da Silva e o irmão, Tiago Fernandes da Silva, são apontados pela PCDF como líderes de um grupo criminoso que praticava agiotagem no DF. Segundo as investigações, o bando emprestava dinheiro e cobrava juros exorbitantes. Os autores chegavam a tomar veículos e imóveis de quem não pagava o empréstimo.

O dinheiro oriundo da agiotagem era ocultado por meio de empresas de fachada e da compra de carros de luxo registrados em nome de “laranjas”. Nos últimos dois anos, o grupo criminoso comprou oito veículos da marca Porsche e movimentou mais de R$ 8 milhões em sete contas bancárias. As contas e alguns dos automóveis foram apreendidos na operação de hoje da PCDF, batizada de “SOS Malibu”.

O grupo se organizava da seguinte forma: Ronie e Tiago eram os chefes, que emprestavam os valores e cobravam os endividados; outros cinco membros sacavam e transferiam o dinheiro para as contas de fachada e cediam seus nomes para o registro dos veículos de luxo, que ficavam com Ronie.