Dois dos envolvidos no estupro coletivo da jovem de 25 anos, há cerca de um mês (9/10), em Águas Lindas de Goiás, estão presos. O subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Irineu Marques Dias, de 44 anos, no presídio destinado à policiais, em Goiânia, e o sargento do exército Thiago de Castro Muniz, de 36 anos, na unidade prisional de Águas Lindas.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), ofereceu denúncia contra o Policial Militar e contra o sargento do exército. Eles foram denunciados pelo crime de estupro coletivo, previsto no artigo 213, combinado com o artigo 226, inciso IV, alínea “a”, ambos do Código Penal.

Também foi solicitada pela promotora Renata Caroliny, uma apuração suplementar a fim de buscar o reconhecimento de eventuais coautores do delito, e foi solicitada a fixação do pagamento de indenização à vítima. Conforme apontado na denúncia, a vítima estava em uma festa em uma residência no Bairro Parque Barragem, em Águas Lindas de Goiás. A residência seria do irmão do subtenente, Daniel Marques Dias, de 37 anos, que à época do crime, também foi preso junto com Irineu e Thiago, mas teria sido liberado.

A festa teria se iniciado em uma sexta-feira, no dia 8 de outubro deste ano. Na manhã do dia 9, ela resolveu dormir em um dos quartos da casa, pois a festa, supostamente, terminaria somente no domingo (11/10). Logo após a jovem ter se dirigido ao quarto, Irineu Dias entrou no local e colocou uma arma de fogo sobre a cama em que ela estava dormindo, a fim de intimidá-la. Em seguida, o policial militar teria retirado as roupas dela e, conforme definido pela promotora de Justiça Renata Caroliny Ribeiro e Silva, autora da denúncia, Irineu teria iniciado uma “escala de revezamento” de estupros, supostamente praticados pelos denunciados e outros quatro homens ainda não identificados. Em que na sequência, entraram mais dois homens, que também mantiveram a conjunção carnal com a vítima sem o consentimento dela e após a saída deles, outros dois homens, incluindo Thiago, foram até o cômodo e também abusaram da mulher. Por fim, o policial militar,retornou e estuprou a jovem mais uma vez, o que levou o Ministério Público a denunciá-lo, mais uma vez.

De acordo com a vítima, foram momentos de terror que ela não via a hora de acabar. O estupro coletivo teria durado cerca de 5 horas até que a vítima conseguisse fugir da casa. A vítima soube da festa através de um amigo, com quem foi ao evento. A irmã da vítima também chegou a ir à festa, mas teria ido embora antes com o amigo da vítima. A casa com piscina estaria cheia de convidados, e não teria hora para acabar. A vítima teria se informado com outras duas convidadas sobre o quarto em que poderia dormir. As duas mulheres estariam ao lado de fora quando por volta das 7 horas da manhã, Irineu teria saído do quarto. A vítima relatou também que enquanto um dos homens praticava o estupro, o outro observava pela janela. Após a denúncia da vítima, os suspeitos foram conduzidos à 17ª Delegacia Regional de Águas Lindas de Goiás, e lá permanecem presos desde então.