Juvenilton Aquino da Costa foi preso suspeito de matar Drielle da Silva, no DF — Foto: Reprodução/Facebook

Juvenilton Aquino da Costa foi preso suspeito de matar Drielle da Silva, no DF — Foto: Reprodução/Facebook

 

O homem suspeito de matar Drielle Ribeiro da Silva, de 34 anos, se entregou, nesta terça-feira (7), à Polícia Civil do Distrito Federal. Juvenilton Aquino da Costa estava escondido no Recanto das Emas, e foi preso em flagrante.

O crime, investigado como feminicídio, ocorreu na segunda-feira (6), quando o corpo de Drielle foi encontrado próximo à estação Samambaia do metrô. Uma perícia da Polícia Civil constatou que o corpo tinha marcas de, pelo menos, 59 facadas.

 

O delegado Rodrigo Carbone, da 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte, disse que trabalha com a probabilidade de que Drielle estava grávida de quatro semanas. Segundo o investigador, ainda será feito exame para constatar a gestação. O casal já tinha um filho de 7 anos.

Drielle Ribeiro da Silva foi morta a facadas em Samambaia, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Drielle Ribeiro da Silva foi morta a facadas em Samambaia, no DF — Foto: Arquivo pessoal

O suspeito foi ouvido pelos investigadores, que ainda não sabem informar a motivação do crime. De acordo com a Polícia Civil, os agentes rastrearam o celular da vítima e identificaram que, no dia do assassinato, Juvenilton esteve com Drielle o tempo inteiro.

“Depois de uma longa negociação, ele decidiu se entregar. A gente ficou chocado com a quantidade de facadas. Isso foge até dos crimes violentos”, comentou o delegado Rodrigo Carbone.

 

 
Juvenilson de Aquino foi preso suspeito de feminicídio, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Juvenilson de Aquino foi preso suspeito de feminicídio, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Drielle era pensionista da Polícia Militar, benefício concedido pelo paidela, que já faleceu. O sepultamento da mulher está marcado para as 15h desta quarta-feira (8), em Taguatinga.

Últimos momentos

O circuito de monitoramento de uma loja em Samambaia, na QR 204, próximo de onde a vítima morava, registrou um dos últimos momentos da mulher com vida. No vídeo, ela comprou uma água (veja imagem abaixo).

A cunhada de Drielle por telefone. Ela preferiu não se identificar, contou que viu a vítima pela última vez no domingo, por volta das 22hs

 
Drielle Ribeiro da Silva foi vista pela última vez comprando água, no DF — Foto: Reprodução

Drielle Ribeiro da Silva foi vista pela última vez comprando água, no DF — Foto: Reprodução

Ainda segundo a cunhada, Drielle tinha saído com o namorado para uma distribuidora de bebidas, em Samambaia. Os dois deixaram o estabelecimento pouco antes da meia-noite, depois disso, só foram vistos mais uma vez.

“A gente ficou sabendo que ela passou por aqui, pela rua de casa. Mas ela estava discutindo com ele. Aí, eu não sei o porquê que ela não parou [em casa]”, disse a cunhada.

Relacionamento conturbado

Segundo a família da vítima, ela e o namorado se conheciam há sete anos. Juvenilton fugiu depois que o corpo de Drielle foi encontrado.

“Era um relacionamento um pouco conturbado. Ficavam brigando. Aí terminavam, voltavam… Ele já estava até na Justiça por causa de [denúncia por Lei] Maria da Penha. Tentou já matar ela… Ela conseguiu a medida protetiva, mas aí ela tirou para voltar pra ele [SIC]”, contou a cunhada da vítima.

 

A vítima registrou pelo menos cinco ocorrências contra o namorado até o dia do assassinato. Segundo a polícia, as ameaças eram constantes. No ano passado, Juvenilton tentou atropelar a mulher. Em 2018, ameaçou esfaquear Drielle.

Um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, Flávio Luz, contou que já atendeu algumas das ocorrências.

“Eles brigavam muito e depois voltavam. Eu fui em uma ocorrência de [Lei] Maria da Penha onde ele foi detido. [Houve] algumas ameaças por parte dele contra a vítima. Ele agrediu a vítima e foi detido pela minha guarnição e autuado por [Lei] Maria da Penha”, disse o sargento.